Para o professor da atualidade, não basta conhecer o conteúdo a ser ministrado. Além do preparo intelectual, ele deve conhecer e saber utilizar as ferramentas tecnológicas disponíveis para que suas aulas sejam mais dinâmicas, e que o aproxime da realidade vivida por seus alunos. A monotonia que outrora tomava conta das salas de aula, hoje não pode remanescer. O professor contemporâneo é plugado, conhecedor das mídias sociais, ferramentas eletrônicas e recursos computacionais.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Isto é Arte?: Uma reflexão sobre a arte contemporânea e o papel do arte-educador.
Quando nos deparamos com uma obra de arte contemporânea muitas vezes nos indagamos - isto é arte? Pois as expressões culturais há muito tempo deixaram de ser aquelas grandes obras primas que atravessavam gerações e perpetuavam a genialidade de grandes artistas. Os artistas do passado priorizavam em suas criações caracterizar o cotidiano de um povo, procuravam detalhar aspectos da história cultural da sociedade e acima de tudo cultuavam o belo, mas atualmente o propósito da maioria dos artistas é problematizar a obra de arte, provocando questionamentos e indagações a respeito de sua própria obra, fazendo com que o apreciador se pergunte se determinada expressão artística pode realmente ser considerada como uma obra de arte. Se você entrasse em uma galeria de arte e se deparasse com um porco empalhado dentro de um engradado, que pergunta você faria? Isto aconteceu no IV salão de Brasília no ano de 1967, e posteriormente à mostra o artista remeteu uma carta aos jurados perguntando sobre o critério que eles utilizaram para aceitar determinada “peça” como obra de arte. Podemos até mesmo encontrar obras contemporâneas onde o apreciador participa da obra, passando de sujeito receptor por assim dizer, a colaborador de uma expressão artística, onde o resultado final vai depender do olhar e interpretação do público. Diante de tantos desafios quanto à interpretação da arte, o papel do arte/eduacador contemporâneo é desenvolver em seus alunos a percepção e imaginação, é celebrar o desenvolvimento da capacidade crítica do indivíduo, levando-o a experimentar e refletir sobre si e o mundo, permitindo - o analisar a realidade do meio e ser capaz de mudá-la através do desenvolvimento da criatividade, não se esquecendo de proporcionar aos alunos o contato com o conhecimento da cultura erudita, inter-relacionando diversas culturas e classes sociais e tornando-se instrumento de reflexão e sensibilização, pois esse deve ser o principal propósito do arte/educador.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Letra de música inspirada no tema "o uso de tecnologia em música"
A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA
SABE-SE BEM A AMPLIDÃO
NA ESCOLA, NA MÚSICA, NA VIDA
É SINÔNIMO DE LIBERTAÇÃO.
AS AMARRAS DE ANTIGAMENTE
JÁ NÃO FAZEM MAIS SENTIDO
SOMOS A GERAÇÃO DO FUTURO
CONHECIDAMENTE GERAÇÃO Y.
A CRIATIVIDADE CORRE SOLTA
POR ENTRE CABOS E CONEXÕES
PODEMOS SIM FAZER ARTE
E ENCANTAR AS MULTIDÕES.
A FUSÃO DE RITMOS E CULTURAS
É MUITO BENEFICIADA
COM O USO DA TECNOLOGIA
A DIVERSIDADE É AMPLIADA.
ESPERO QUE A PARTIR DE AGORA
POSSAMOS COMPREENDER
QUE O COMPUTADOR VEIO
PARA NOS AJUDAR A CRESCER.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A aula de música pode contemplar a música do aluno? De que forma? Como?
Sim, a aula de música pode e deve contemplar a música do aluno. Ao planejarmos uma aula devemos ter em mente que as atividades devem ser musicais, onde os alunos têm uma experimentação direta com a música. O fazer musical, juntamente com exercícios de percepção, representação e concepção, é muito importante para ampliar as dimensões de conhecimento do aluno expandindo sua linguagem musical. Vejamos um exemplo de atividade que contemple a música do aluno e ao mesmo tempo exercite as dimensões musicais supracitadas: O professor escolhe determinada música e pede para que seus alunos a escutem atentamente para posteriormente detalharem o tipo de som e características encontradas (percepção), depois os alunos são convidados a acompanharem a música, cada um com suas habilidades, seja ela a de cantar, tocar algum instrumento, batucar, arranjar, improvisar ou até mesmo dançar. O importante é a atuação, o fazer musical. Após esse exercício os alunos devem relacionar a música a imagens que podem ser buscadas em revistas, livros ou mesmo na internet, traduzindo a linguagem sonora para a linguagem visual (representação) e finalizando, o professor aplica conceitos, ou seja, contextualiza a música, apresenta seu compositor ou fala sobre o gênero musical, estrutura. Como extensão desta atividade o professor pode pedir aos alunos que criem suas próprias músicas (composição) e que posteriormente podem servir de objeto para futuras atividades de percepção musical. Assim, o professor será capaz de envolver toda a classe e contemplar a música dos alunos, e através destas informações será capaz de reconhecer os gostos musicais e habilidades de cada aluno.
Criação artístico-musical com o uso de tecnologia...
Neste trabalho utilizei o programa de edição musical "Audacity" para criar um mix de músicas em uma faixa única. Após a edição, selecionei imagens advindas do google e com ajuda do software Windows Live Movie Maker criei um vídeo. Esse vídeo expressa a evolução e amadurecimento musical infantil, que se inicia ainda no ventre materno. No decorrer do vídeo nota-se a relação das imagens com a música editada.
Resenha Artigo: Permanecendo fiel à música na educação musical
À luz de SWANWICK (1993), apesar das variadas visões contraditórias à respeito da música, o importante para o profissional da educação musical é saber, além da importância da música nos seus diversos contextos, o que é indispensável para as experiências musicais vivenciadas por nossos alunos, dando foco para os objetivos e atividades educacionais propostas, que serão o norte de nossa ação curricular. Na educação musical podem ser observados três tipos de bases lógicas conflitantes: A figura do professor como caixa postal que é a forma mais tradicional, onde o professor é que decide o que é mais conveniente passar aos alunos e atua como uma caixa postal, onde seleciona apenas as informações que julga ser de qualidade e descarta aquelas que acredita ser imprestável. Nesta visão dá-se grande importância à capacidade de tocar um instrumento, ler e escrever partitura e conhecer as grandes obras e formas musicais da cultura ocidental. Dentro desta base temos a filosofia de kodály que enfatiza a leitura a primeira vista e o conhecimento de folclore e música clássica. A educação centrada na criança é a filosofia de Roussean, representada pelo professor jardineiro, que mais tarde foi representado na área da música por Carl Orff, primeiro educador progressivo e teve sua filosofia baseada na premissa de que a criança deve primeiramente fazer música e só depois se preocupar com a leitura e escrita, a criança deve vivenciar, experimentar, criar e isso pode ser alcançado através de atividades lúdicas como o cantar, percutir objetos, interagir com os demais colegas. O professor atua então como um jardineiro, o qual planta a semente em seus alunos (interesse pela música) e posteriormente mostra-se um agente de desenvolvimento, fazendo-os crescer musicalmente de forma gradativa, estimulando, questionando e aconselhando seus alunos ao invés de apresentar-se apenas como um instrutor. E contrapondo-se as duas visões supracitadas, temos um recente conceito de educação musical que é a visão do educador como agente cultural, pois devido a grande variedade de influências e tradições culturais existentes em um determinado grupo torna-se evidente os conflitos resultantes destas divergências de interesse musical e é importante ao educador musical saber reconhecer qual é a cultura comum ao grupo e que tipo de linguagem os alunos se identificam. Através do uso de recursos tecnológicos e das diversas mídias existentes a música está em constante mutação e é necessário que o professor não as ignore, pois o resultado dessa fusão cultural é a formação de uma identidade coletiva. O educador musical deve ser capaz de transmitir aos seus alunos dois princípios: o da realização e o da experiência musical direta, lembrando-se sempre de que a habilidade para apreciar música deve ser aprendida, e por isso tem como tarefa facilitar este aprendizado através da estimulação da curiosidade, criatividade e da sensação de capacidade. Por isso, o professor não deve ser uma caixa postal, jardineiro ou um agente cultural mais sim um porteiro. Deve ser alguém capaz de abrir portas, deixar que seus alunos encontrem seu próprio caminho. O educador musical deve oferecer possibilidades, mostrar alternativas.
Bibliografia
SWANWICK, Keith. Permanecendo fiel à música na educação musical. Em: Anais do II Encontro Annual da ABEM. Porto Alegre, 1993. pp.19-32.O
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Reflexões sobre as influencias da música durante a gestação
A grande viagem ao mundo musical começa ainda na vida intra-uterina. Conforme salienta Souza-Dias (1999), o feto é um ser que recebe estímulos do meio externo, onde as experiências sensoriais proporcionadas pela mãe colaboram para o desenvolvimento cerebral. Segundo Verny (1993), o feto é capaz de aprender na vida uterina, por isso tão importante é o tipo de mensagem que a mãe envia ao seu filho, pois ela será a grande responsável pela sua formação, tanto antes, quanto depois ao nascimento. Baseada nestas citações me ponho a refletir: Que tipo de estímulo as nossas crianças estão recebendo desde o momento em que estão sendo geradas? Como são as músicas que as mães ouvem durante a gestação e que impreterivelmente estão relacionadas ao comportamento fetal e pós-natal? Sabemos que o desenvolvimento infantil depende de uma série de fatores, como aspectos cognitivos, afetivos e socio-culturais, e a música é uma importante aliada neste processo. Sem ser preconceituosa quanto a certos ritmos de música de massa, é triste presenciar mulheres gestantes dançando frenéticamente ao som do "chão, chão, chão...". Que tipo de sensação esta mãe está passando ao seu bebê? Qual é a memória musical que esta criança trará após o nascimento?
Sabemos que os bebês são capazes de reconhecer as músicas que as mamães ouviam ainda durante a gestação, por isso tão importante é termos cuidado com o tipo de informação que estamos transmitindo aos nossos filhos. Ter um tempo especial para proporcionar ao bebê a audição saudável de música é de suma importância para as mamães que esperam transmitir tranquilidade para eles.
Evite músicas que tenham batidas muito fortes, marcadas. As melodias devem ser suaves e tranquilizantes. O ritmo deve ser lento e trazer aconchego. Composições que incorporam sons da natureza como água corrente, chuva, canto de pássaros são ótimas alternativas.
Fontes:
Sabemos que os bebês são capazes de reconhecer as músicas que as mamães ouviam ainda durante a gestação, por isso tão importante é termos cuidado com o tipo de informação que estamos transmitindo aos nossos filhos. Ter um tempo especial para proporcionar ao bebê a audição saudável de música é de suma importância para as mamães que esperam transmitir tranquilidade para eles.
Evite músicas que tenham batidas muito fortes, marcadas. As melodias devem ser suaves e tranquilizantes. O ritmo deve ser lento e trazer aconchego. Composições que incorporam sons da natureza como água corrente, chuva, canto de pássaros são ótimas alternativas.
Postei alguns vídeos com música para as gestantes curtirem junto com os demais membros da família, pois o compartilhar destes momentos com o papai e irmãos fará muito bem tanto para o bebê quanto para a mãe!
Fontes:
A Vida Secreta da Criança Antes de Nascer - Thomas Verny - Ed. C.J. Salmi – 1993.
Considerações sobre o psiquismo do feto - Terezinha Gomes de Sousa Dias - Ed. Escuta, 1999.
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